sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Daqui trinta e quatro dias é nosso aniversário de um ano de nada. Somos nada. O nada batendo no peito e na janela quando você não vem. O nada a segurar pela minha nuca e me beijar a testa. O nada a não atender o telefone porque dormia. O nada a atar as mãos após a boca estilhaçar feito vidro no chão. O nada que faz o sol nascer no leste.

O nada a encher meu copo de cerveja quente e manter meu coração gelado.

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