quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Antes do portão estar aberto ele ventava e bagunçava meu cabelo, do vento da sua flauta em meus ouvidos varais e bagunçava minhas ideias e ideais. cruzo os braços ou sento com as mãos embaixo das coxas pra me conter de arpar as mãos em seus cabelos e fazer deles o porto dos nós dos meus dedos. ser nós. o sereno caiu quando você estava no fundo do mar, porque não sei mais quantos por cento do oceano é inexplorado e seu olho castanho e cabelo que quer ser grisalho é tão bonito e eu volto pra superfície desse mar que explode nas pedras e o sereno desenhou a gente. não, sereno, eu tô com pressa. "se você ganhar a partida de dama o 577 sai dali", repetia aquela moça de voz e boca enrugada de bico de fumante. comi um prato de vontade e todas as suas damas. Então, que ele me leve leve. ou arraste meus pesares olhos ao som de um lamento colombiano. 

antes do portão estar aberto eu me finquei na pedra do á pra não mais saltar.

Um comentário:

Deixe seu blah blah blah aqui: