sexta-feira, 5 de julho de 2013

55 dias, ou mais

Jogo o corpo pra traz e solto o peso das pernas, como quem vai derreter igual 1 sorvete de casquinha. Tem cerca de 30 vozes ao meu redor, e eu não queria ouvir nenhuma daquelas vozes. Já amassei o rosto com as mãos 500 vezes. Como raramente acontece, minhas bochechas vão ficando febris e minhas mãos mais geladas que o mármore da mesa que tamborilo quando canso de amassar o rosto. Agora eu penso se o ideal não seria derramar toda a cerveja que eu encontrasse pela frente na minha cabeça. Tem mais copo do que gente sentada a mesa. 5 copos e 3 taças. Agora o calafrio passa pelas minhas costelas, o que no meu caso é pior do que a espinha dorsal, já que quando ela chega nas costelas direto, custa a sair 

- só tirando com a mão, num abarcamento sem relógios, mr. Crick.

Fui e voltei 5 postos salva-vidas. Ouvi 2 bom dias e 1 bom passeio no calçadão. Tropecei nos próprios pés e na areia 1 vez. Enrosquei a bolsa em 1 cerca e ouvi 3 assobios durante minha tentativa de tirar a blusa em um lugar que a maioria já estava com menos roupa do que eu estaria em alguns segundos. Não havia nenhuma voz mais forte ali do que a voz do ataque epilético do mar. Apostamos que ele não me alcançava e sentei a certa distancia, e abri um livro que não ia ler. O único calafrio é do vento desavisado que se perdeu do caminho certo.

- aqui tem calor, tem paz e nem o sol me deixa as bochechas febris.

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