segunda-feira, 24 de junho de 2013

Dia desses a gente acorda e percebe que tem a mesma idade que vinte anos atrás. Os mesmos medos e coragens. Eu ficaria aqui em cima no topo dessa árvore comendo amoras sem nem me preocupar - a não ser que escurecesse. Eu fazia o mesmo no pasto. Ia subindo, subindo, subindo, até o topo do morro. Sentava na sombra de qualquer árvore, riscava meu nome no tronco com a chave ou o canivete do pai.. mas a qualquer sinal de que o sol estava com sono, eu descia mais faceira que uma lebre. 
Quando tem alguém segurando a mão da gente o medo é menor, qualquer medo. Pode fazer o teste.
Numa dessas, eu descobri que quando o sol dorme de vez na roça e a lua nasce, ela fica mais bonita que um queijo Minas na mesa de café da manhã. Me falaram que é a noite que os ratinhos do mato saem pra brincar, devem sentir o cheiro da lua. Parece que alguém pegou a lata de spray e pichou o céu de branco. 
E olhar pra esse céu, é bem mais bonito do que se esconder debaixo da blusa do pai com a mãe.

Dá a mão e vai.

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