segunda-feira, 30 de julho de 2012

preza


É só que dá vontade de deitar na grama, olhar o céu e chorar até as estrelas afogarem. Dá vontade de boiar no mar, fechar os olhos, deixar a água levar até afogar. Sobra vontades quando falta a vontade. Ficar até o que estiver em volta se enjoar de mim. Fazer bate-volta na linha do horizonte.. só mais dois passos.. um a mais.. ou mais cinco. Vontade de vem me buscar, me leva pra Sua casa. Vontade de derramar o ex-coração de gelo que derreteu no peito e servir ao primeiro que passar. Amargo e sem açucar. Meu pulso caiu de novo, veja só, caiu no chão, se quebrou todo. Espera, estou pegando os pedaços. Hoje o lixeiro passa. Melhor, jogar na chuva, não dar sorte pro azar e alguém o ver e inventar de reaproveitar. Deixa a chuva levar e quando a chuva passar a vontade pega carona e passa. Finjo que me obedeço, que tudo isso faço por mim, antes que alguém faça por dó. Ai, essa vida de ré.


-que essa ré sirva pra pegar um galeio qualquer, pular o mi e o fá e ir direto pra lá.

2 comentários:

  1. seus textos são inteligentíssimos e totalmente expressivos! lindo!!! :**

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