quarta-feira, 14 de março de 2012

O grande problema de toda a chorumela em torno da rigidez de religiosos e do chororô dos ditos liberais é que todos estes estão vivos. Boa parte dos cristãos não concordam com Calvino e ninguém vai bater boca com ele. Motivo óbvio, ele está morto. O mesmo para Lutero, Spurgeon, Stot, Paulo, Pedro, Tiago, João, barquinho e tantos outros. Eles estão mortos e nós bem vivos e gastamos muita teoria em discuções. Para discutir usamos a linguagem. O que é linguagem? Entre venções e convenções é meio que de censo comum que linguagem é a transformação do verbal em ação. Linguagem não serve apenas para passar uma mensagem. Queremos mudar o mundo com palavras mas esquecemos que palavras sem ações não são nada. Se estamos discutindo em demasia é sinal que estamos perdendo tempo, que não estamos vivendo e não estamos transformando palavras em ações. Não que não seja importante discutir - do jeito saudável, pacífico e maduro da coisa - até porque a fala está intimamente ligada aos atos (ou deveria), mas o que temos sempre que atinar é que discurso sem ação não move a nós mesmos, o que dirá do mundo, ou do contexto no qual estamos inseridos. Enfim, todo o discurso é nulo e não se tem proveito sem ações. Então morra. Pro seu ego inflado de senhor da razão. Pro seu censo-crítico que te julga maior do que os outros. Morra pro seu fariseu e viva. Vidas dizem coisas que nenhum artigo, tese, debate ou livro podem captar.

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