terça-feira, 17 de janeiro de 2012

vai

Cita meu nome, vai, cita, dá um tapa na cara e me empurra pra vida. Me chuta, grita, blasfema contra mim, qualquer coisa! Só quero que me tire da inércia e tire esse aperto de cor anil do meu peito que pesa mais que o mundo inteiro. Grita! Vai doer.. mas passa, onde cicatriza fica mais forte, mesmo que nem se saiba como se feriu. "Vai, só vai." e a frase mais covarde que ouvi é tudo o que preciso. Só ir. Não é profano, não é seu atroz quarto de hotel, lá tem céu, tem chão, tem colo, trilha sonora e onde desaguar seu rio.

Não vou mais dar minha mão nem para que leiam, tem sorte demais aqui pra ficar só na palma.

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