segunda-feira, 22 de agosto de 2011



Enfadonho. É enfadonho demais ouvir blablablás e sermões de gente que não sabe minha dor, ou nem pode sentí-las. Nem quero alguém que entenda minha dor, alguém que me dê um sermão sobre o quanto isso é aprendizado, porque está acontecendo isso, qual minha parcela de culpa, quando vai passar ou se vai passar. Não quero palpites. Não quero opiniões. Não quero nem pontos de vista. Não quero nada. E se eu quiser eu peço. Porque entre quase sete bilhões de pessoas ainda tem algumas que se importam comigo e compreendem meu tempo. Estou cansada de falar, de explicar, de contar. Quero abraço, colo e porto seguro, quero ouvidos e braços dispostos. Quero orações. Quero dormir de cansada no ombro dele depois de tanto chorar

-e que não se importe com meus olhos vermelhos.

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