sexta-feira, 27 de maio de 2011

rua: Via Láctea, s/n

não gostava de doce, bebia
veneno se amargo fosse. era
alto o topo e fundo o poço, mas
saltava cega despida de gosto

era poeira, pó de ouro,
pó de estrela, poeira de outro
pó de asfalto da beira da
calçada, e ainda é assim

tinto vinho se perdeu
pensou dominar, adoeceu
era um nó na garganta e
eram nós no cabelo

nós feitos de vento e poeira
da estrada por onde corria
falta de casa sentia de todo

-eram só no céu estalado outra vez

5 comentários:

  1. aaaaaah, curti demais! :D Legal a estrutura. o//

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  2. Que perfeição em dona Déborah?
    Escreves mais bem do que nuna!

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  3. Muuuito bom Déboraaaah !
    Muito bom !
    Pode colocar melodia nesse também ? *-*
    bjo bjo

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  4. Gosto, assim, desta tua colocação brincando com a ordem dos verbos... deu um requinte à poesia...
    Um grande abraço...

    O POEMA é muito belo!!!

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