segunda-feira, 26 de abril de 2010

aconteceu mesmo.


ela era tão acostumada a desviar o olhar, ou a nem tê-lo. a tarde era estranhamente quente. o mármore frio se unia as palmas de sua mão. não haveria escapatória. então se perdeu dentro de outros olhos. de olhos que tentava sinceramente procurar e entender os seus. uma voz segura de si, e do que saía de si. então também perdeu sua voz naquela. e perdeu seu cheiro naquele. e nem sabia onde estaria o paladar. e finalmente, em um afável abraço perdeu seu tato.

Um comentário:

  1. Você escreve perfeitamente bem!*-*
    Te admiro muito amiga!;D

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