sábado, 13 de fevereiro de 2010

a primeira história.

Um homem tinha um sonho e seu sonho era desenhar.
Mas era só um sonho.. desses de sonhar deitado.
Ele não sabia bem ao certo o que aconteceria depois que ele aprendesse a desenhar, depois que ele desenhasse, ou depois de que alguem descobrisse que ele desenhava..
Ele também não sabia muito bem como funcionavam os sonhos, só sabia que esse era dele.
Não importava se mais alguém queria desenhar, o seu anseio era diferente, em seu sonho suas cores e cheiros eram diferentes.
E por mais que ele quisesse esse sonho não sabia como começar a sonhar.
Ele via em sua mente o quanto seria bom pessoas se banhando de tinta, se o mundo fosse feito por arte e não por realidade. Por mais fantasia. Por mais poesia.
Isso ainda era algo que só em suas noites acontecia e de alguma forma mesmo não sabendo como ele queria que ao desenhar, isso acontecesse.
Mas como? O como sempre o reprimia.
E nada o respondia
Por isso o lápis e pincel sempre foram seus maiores inimigos a partir de então.
Ele sempre os mantinha a uma distância segura...Tão segura que eles estavam intactos até aquele dia.
É, um sonho é sempre inútil se o guardamos só para o silencio da noite e o nosso.
Até que um dia eles ouviu alguns chiados...
zumbidos..
choros..
risos..
gritos..
silencio..
sentia cheiros..
de orvalho, de flores e de guerras..
sentia o frio e o calor.
Tudo ao mesmo tempo.
É, tinha algum motivo naquele sonho...
Afinal, o que é que precisava ser banhado de tinta? Apenas o concreto das grandes cidades?
Ou o coração de pedra das pessoas?
Ele procurou de onde vinha tudo aquilo..
E ao mesmo tempo que tudo vinha de dentro dele.. vinha tudo de um livro...
Talvez o primeiro livro..
Mas com certeza o principal.
Um livro, um amontoado de folhas
Os gritos, cheiros, cores, não existiam de todo, mas pediam pra existir.
E o lápis, o pincel estavam ali..
Esperando para serem tocados e usados.
No fundo ele sabia como usá-los.
Sabia como riscar, como pintar, como expressar cada emoção.
E ele sabia que era ele quem tinha que fazer.
Era ele quem tinha que mostrar aos que estavam cegos como ver aquele livro..
Ele sabia que o Dono daquele livro era muito maior do que o que estava no livro..
Era inefavelmente maior
E ele agora já não buscava por um fim, um objetivo para todo aquele sonho..
Ele procurava como começar.. ele escolhia com carinho em sua mente qual seria o primeiro traço
Onde seria, qual seria a cor e qual a sua intensidade.
E assim, ele foi descobrindo que não deveria tentar buscar um obejtivo antes de começar, mas durante
E que esse objetivo era na verdade ele fazer aquilo para que ele nasceu, dar vida às cores.
E então ele olhou para o papel em branco que o esperava ansioso, deu um sorriso torto e começou com a sua história.
Afinal, ela precisava ser conhecida, e não estava naquele livro.
Assim o obejtivo da sua vida começa, e num futuro ele descobrirá que o medo só é algo que impede outra pessoa de fazer o que deve ser feito.
Que alguns céus nos chamam pra voar, alguns rios para mergulhar e montanhas a escalar.

{deborah e theodore}

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