quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

oração

Tá.
Ok, admito. 
Já não entendo mais.
Nem sei o que faz sentindo.
Não me lembro de qual era o plano original.
E ainda nem tenho um plano B.

Tá.
Ok, eu vou.
Sem deixar lágrimas invadirem o olhar.

Como é duro o sentimento de 'vai acontecer de novo'.
Me proteja disso, Papai.

-Deus, me diz pra onde ir. Por favor.
-Porque meus curtos horizentes não dizem nada?

Tá.
Ok, eu sei.
Estou contando os tempos.
Lutando contra o desespero.
Contra a maldita ansiosidade.
Tentando manter só o leve e compassado bater de pés,
e o calmo contornar dos estragos da minha calça jeans com os dedos.

-Como alguém pode transmitir paz se dentro dela tem uma tempestade?
Um vento rão impetuoso que não deixa nenhuma mobília de dentro de mim no lugar.
-Como é que esse furacão interno não consegue nem bagunçar meus cabelos?

{Garota de pequena fé, o Senhor está contigo.}

Tá.
Depois que tudo isso passar,
eu prometo olhar para trás e sorrir.

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