domingo, 24 de janeiro de 2010

lar doce lar.

Estava mais que decidido: ela moraria em uma casa.

E nada do que dizem sobre grama dar trabalho era verdade. Era isso que ela queria. Um pouco de trabalho.
E uma casa.
Com muita grama em volta. E árvores. Sim, isso foi um plural, árvores.

As paredes seriam de alguma cor clara, não bege, talvez até branco, mas clara.
E no lado de fora, os pés das paredes seriam chamuscados de cor de terra, e ela colocaria toda a culpa na chuva. Não culpa, como se fosse algo errado, é mais para mérito.
E no lado de fora, os pés das paredes, teriam manchas de musgo. Bem verde na maioria do ano, era o que se esperava.

A casa teria no mínimo dois andares, é exatamente dois andares, e seu quarto seria no segundo andar.
Mais uma coisa, teria uma sacada. Muitas flores descendo dela, ou subindo. Isso deixaria as flores, trepadeiras e afins que decidissem. Ela não podia resolver tudo sozinha.
Teriam alguns bons quartos. Simpáticos. Aconchegantes. Quentes no inverno e bem frescos no verão.

As janelas seriam de madeira, madeira e vidro talvez, mas haveria madeira.
Nada de persianas, talvez uma, ou duas, de madeira, na biblioteca.

Claro, claro, onde estava com a cabeça?
A biblioteca. Varias prateleiras, até o topo do seu céu, muitos livros, e nem todos novos. Aliás, haveriam muitos velhos, com cheiros caracteristicos que até a fariam espirrar. Mas estariam lá. E não se sabe ao certo, mas só na cabeça dela, aquele lugar teria um leve cheiro de tabaco. Não, ninguém lá fumava.

Ainda falta decidir muita coisa, ou inventar, mas porinquanto nos contentemos com a cozinha.
Ela não seria nem grande nem pequena, média, aconchegante, com uma mesinha para o café da manhã em família. Teria muitas portas de armários, muitas especiarias, muitas frescuras sim, mas que ela gosta muito. Ela gosta de fingir que sabe cozinhar. Ah sim, ela precisa de um balcão, e bancos altos, e ainda não sabe a cor dele, nem o que terá em cima dele. Mas ele existirá.

Uma sala, sofás de cores frias. Um tapete bem grande e macio, talvez seja o único da casa, longe da lareira. Claro, uma lareira, talvez precise de um. Quadros, porta guarda chuva, porta chapéus, capa de chuvas, e o que mais se precisasse deixar ali. Ah sim, era um lugar bem calmo.

Um estúdio. Com piano de cauda. Violões. Guitarra. Baixo. Violoncelo. Violino. Flautas. Sax. Microfones. Bateria. E o que mais lembrasse. Ah, um ar condicionado. Seria o unico lugar da casa a possuir um.

Ouviu isso? Tem um cachorro lá fora, ou mais. Mas um com certeza é um labrador. E ele vai avisar quando você chegar. Ah vai.

Ele vai te ver chegar, não teremos muitos muros, e o portão será de grade. Se houver um portão assim. Isso teremos de esperar pra escolher.

Um comentário:

  1. o labrador já avisou q estou chegando? essa casa deve ser maravilhosa. aceito um chá ou um cafezinho.

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